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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Poder de Deus na vida e Ministerio de Duncan Campbell

Por Wesley L. Duewel.
Meu caro amigo, o Rev. Duncan Campbell, ministro da United Free Church da Escócia, foi poderosamente usado no reavivamento das Ilhas Hébridas que começou em dezembro de 1949 e continuou em várias ondas nos anos sucessivos. Talvez nenhum ministro deste século tenha experimentado tantas manifestações notáveis do poder do Senhor. Ele não fazia parte do movimento carismático e não dava ênfase às manifestações de dons. Até o dia de sua morte em 1972, Duncan permaneceu um humilde profeta de Deus.
Em abril de 1918, sangrando profusamente em virtude de ferimentos quase fatais em uma das últimas cargas de cavalaria da Primeira Guerra Mundial, Duncan Campbell foi atirado sobre um cavalo para evacuação e tratamento. Ele fez a famosa oração de McCheyne: "Senhor, torna-me tão santo quanto um pecador salvo pode ser". Instantaneamente sentiu o grande poder de Deus, como um fogo purificador, varrendo todo o seu ser. A presença e o poder de Deus eram tão reais que ele julgou estar indo para o céu.
Enquanto permanecia deitado numa padiola entre os feridos na Seção de Emergência, citou, no idioma gaélico das regiões montanhosas da Escócia, a versão métrica do Salmo 103, tão amado pelos escoceses. Dentro de minutos a poderosa convicção do Espírito Santo caiu sobre os outros feridos, e sete canadenses nasceram de novo no mesmo instante. A seguir, um a um começou a testemunhar. Duncan havia descoberto o segredo do poder sobrenatural do Espírito Santo. A partir de então e até a sua morte, teve um desejo consumidor de Deus, do Seu reavivamento e da manifestação do Seu poder.
Quando a guerra terminou e sua recuperação foi completada, viajou pelos distritos rurais de Argyllshire, visitando de casa em casa, lendo as Escrituras, testemunhando e orando com as pessoas. Em breve se juntou a Faith Mission Training Home em Edimburgo para um curso intensivo de nove meses. Em suas tarefas práticas, começou a ganhar pessoas para Cristo. Certo dia, antes do início da aula, Duncan levantou-se e testemunhou que Jesus era o seu melhor amigo. O poder de Deus desceu sobre a classe, os estudantes caíram de joelhos, os estudos foram esquecidos, e eles oraram durante horas. Este foi o primeiro indício dos planos de Deus para usar Campbell poderosamente num reavivamento real.
Depois da formatura, Campbell, com uma equipe da Faith Mission, começou a pregar em prédios de escolas rurais e igrejas. Deus derramou o Seu Espírito em poder. Uma professora foi tão tocada por Deus enquanto andava de bicicleta que teve de ajoelhar-se ao lado da estrada ao receber salvação. Cerca de 200 pessoas começaram a freqüentar os cultos. Velhos e jovens eram profundamente convencidos do pecado e se voltavam para Cristo.
Ele teve de enfrentar muita oposição ao começar seu ministério na Ilha de Skye. Duncan andava pelas estradas à noite, orando pela ajuda de Deus. Três jovens mulheres receberam um grande fardo de oração e oraram a noite inteira em sua casa, enquanto Duncan fazia o mesmo num curral. Na noite seguinte, o poder de Deus caiu sobre as reuniões. As pessoas ficavam de tal forma dominadas pela convicção do Espírito Santo que gemiam pedindo misericórdia. A freqüência aumentou e o poder de Deus foi sentido em toda a comunidade. Famílias inteiras foram convertidas.
Duncan viajou de cidade em cidade, pregando onde podia e orando com as pessoas ao lado da estrada, nas encostas, nas casas, ou onde quer que as encontrasse. Os novos convertidos começaram a orar pelos parentes não-salvos e muitos se converteram. Um deles, voltando da Austrália, foi convertido antes de chegar à Escócia.
Algumas vezes as pessoas eram tiradas de casa pelo imenso poder do Espírito e iam aos lugares onde alguns da congregação se achavam reunidos — até mesmo do lado de fora da delegacia policial. Deus estava tão presente que as pessoas caíam de joelhos e começavam a orar. Às vezes, durante os cultos, as pessoas eram obrigadas a curvar-se diante da presença majestosa de Deus, mediante o poder do Espírito. Os cristãos gemiam e os pecadores gritavam por misericórdia.
Durante o despertamento em Barvas, o poder de Deus trabalhou de tal modo através da comunidade que a maior parte do trabalho secular foi abandonado, e as pessoas buscavam a Deus o dia inteiro em suas casas, nos estábulos, nas cabanas, à margem da estrada e nos campos. Era costume de Duncan ficar num lugar enquanto as pessoas continuassem a se achegar ao Senhor e depois ir para outra comunidade.
Durante o reavivamento em Lewis, a ilha que fica mais ao norte das Hébridas, parecia que toda a ilha se achava repleta de Deus. Os visitantes eram tocados pelo Espírito antes de colocarem os pés na ilha. Um homem disse a um ministro local que não assistira a nenhum culto, mas não conseguia ficar longe do Espírito Santo. Um jovem motorista de ônibus parou o carro e pediu aos passageiros que se arrependessem.
Às vezes o poder de Deus caía sobre as pessoas, a ponto de elas chorarem tanto que Campbell tinha de parar de pregar. Ninguém podia ouvi-lo. As pessoas começavam a chorar enquanto estavam sozinhas. Algumas ficavam prostradas pelo poder de Deus, enquanto se achavam a sós nos campos ou em seus teares. Outras andavam pelos campos à noite, impossibilitadas de dormir em vista de tamanha convicção de pecado.
Um grupo de cristãos se reuniu certa noite para orar pelos que ainda não haviam sido salvos e continuavam aparentemente intocáveis por Deus. Cerca da meia-noite, Duncan voltou-se para o ferreiro local e pediu que ele orasse. A casa toda começou, de repente, a tremer, como se sacudida por um terremoto. Os pratos balançavam, e "onda após onda do poder divino varreu o prédio". (1) O Rev. Campbell pronunciou a bênção imediatamente. Enquanto deixava o prédio, a comunidade inteira parecia ter revivido com uma percepção grandiosa da presença de Deus. Noite após noite, as pessoas encontraram Deus em suas casas.
Em um culto, "com a força de um furacão, o Espírito de Deus varreu o prédio" (um evento quase idêntico aconteceu no ministério de Andrew Murray na África do Sul). Instantaneamente muitos ficaram prostrados diante de Deus, enquanto outros choravam ou suspiravam. O efeito se espalhou através de toda a ilha, e pessoas até então indiferentes foram conquistadas pelo Espírito Santo. (2)
Enquanto Duncan Campbell estava em meio a uma convenção na Irlanda do Norte, o Espírito Santo subitamente impressionou-o com o nome da pequena ilha de Berneray, perto da costa de Harris. Isto se repetiu três vezes nos minutos seguintes. Duncan me contou que ele jamais estivera na ilha, nunca se correspondera com ninguém dali, nem conhecia pessoa alguma naquela ilha. Ele imediatamente abandonou o culto (para consternação do coordenador da convenção), pegou suas coisas no hotel e seguiu imediatamente para o aeroporto.
Quando chegou a Berneray, descobriu que um presbítero local orara a noite inteira por um reavivamento e que Deus lhe dissera que enviaria Duncan Campbell e operaria através dele. O presbítero estava tão convencido da obra de Deus que já espalhara a notícia através da ilha e anunciara um culto para algumas horas depois da chegada de Duncan.
Na terceira ou quarta noite, enquanto as pessoas estavam saindo da igreja, o Espírito Santo repentinamente caiu sobre elas quando chegavam ao portão. Ninguém pôde mover-se — eles foram poderosamente detidos pelo poder do Espírito e por um tremendo senso da presença de Deus. Duncan os chamou de volta ao prédio e começou um poderoso movimento de Deus. Em toda a ilha vidas foram sacudidas e transformadas. Vinte anos mais tarde, Campbell soube que os convertidos naquele reavivamento ainda andavam com o Senhor.
Em seus últimos anos, assim como Finney, Duncan dirigiu uma pequena faculdade bíblica. Os estudantes às vezes tremiam quando ele abria a Palavra de Deus. "Havia algo de sagrado na maneira como ele usava o nome de Deus e muitas vezes o hálito do céu enchia a sala quando, com reverência e ternura, ele dizia simplesmente 'Jesus'. Sentíamos que estávamos pisando em solo santo." (3)
Em março de 1960, numa reunião de oração na escola, Deus veio subitamente em poder e "fez em segundos o que outros haviam tentado fazer em meses". (4) O poder de Deus estava tão presente que muitos choraram em silêncio. Uma jovem mulher relatou: "Parecia que se levantasse a cabeça eu veria Deus". Onda após onda do poder de Deus passou através do recinto. De repente, todos ali ouviram música celestial vinda dos céus.
Em pelo menos duas outras ocasiões, ao que sabemos, pessoas presentes com Duncan ouviram subitamente cânticos similares dos coros celestes. Certa vez, cerca das duas da manhã, os membros de uma congregação saíram e andaram juntos pelos campos até outra igreja para onde o Espírito havia dirigido outros e caído repentinamente sobre eles. Enquanto andavam noite a dentro, ouviram de súbito os coros cantando nos céus, e os 200 caíram de joelhos. A experiência foi predominantemente sagrada.
Embora Duncan apreciasse todas as manifestações de Deus e do céu, ele não tinha inclinação carismática. Continuava sendo um clérigo escocês presbiteriano. Duncan não encorajava as pessoas a buscarem manifestações espetaculares. Ele não queria que concentrassem a sua atenção nas emoções, deixando de lado a majestade de Deus. Ele ficara poderosamente cheio do Espírito Santo e vivia na plenitude do Espírito. Mas cria que a coisa mais importante sobre quem quer que fosse era a influência silenciosa da sua personalidade repleta da plenitude de Deus.
Certo dia em Lisburn, na Irlanda do Norte, o presidente da convenção onde Duncan estava falando se encontrava sozinho na sala de refeições quando sentiu de repente "o brilho da presença do Senhor", transformando toda a atmosfera. Ele se sentiu tão indigno de participar dessa poderosa manifestação da presença de Deus que saiu para o jardim, onde ficou chorando silenciosamente. Duncan então apareceu com o rosto resplandecente, falando de uma promessa que o Senhor acabara de lhe fazer sobre bênçãos a serem derramadas.
O dia inteiro a presença de Deus pairou nas cercanias. No culto da noite, depois da mensagem final e da bênção, a organista foi tão dominada pela presença de Deus que seus dedos não conseguiram mover as teclas e tocar o poslúdio. O poder de Deus dominou de tal modo a congregação que todos ficaram quietos e durante meia hora ninguém se moveu. Depois, alguns começaram a orar e chorar. Quatro pessoas testemunharam mais tarde ter ouvido sons indescritíveis dos céus.
Sentar perto de Duncan Campbell e ouvi-lo contar humildemente algumas de suas experiências com as obras sobrenaturais de Deus — chegando a apontar o lugar onde estávamos enquanto contava o que Deus fizera justamente ali — ou ouvi-lo recapitular para um grupo de ministros, a meu pedido, alguns desses tremendos episódios da presença e poder de Deus, era ter o coração renovado e perceber que aprendemos apenas o ABC de tudo o que Deus quer fazer por nós.

Um comentário:

jerlaine disse...

EU CREIO QUE O AVIVAMENTO VIRÁ, QUANDO OUVIRMOS ATENTAMENTE E OBEDECERMOS O QUE JESUS FALOU ANTES DE IR PARA MORTE DE CRUZ, QUE FARÍAMOS MAIS DO QUE ELE FEZ AQUI, MAIS O MUNDO AINDA TEM NOS ATRAÍDOS, INFELISMENTE, ATRASANDO COM ISSO AS PROMESSAS DE DEUS O IMUTÁVEL.QUE ELE TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS E QUE POSSAMOS SEGUIR SE AINDA NAO CONSEGUIRMOS TOTALMENTE A JESUS,SIGAMOS O EXEMPLO DE DUNCAN QUE MARCOU COM SUA VIDA ACREDITANDO FIELMENTE NUM DEUS VIVO VERDADEIRO E FIEL.